Até há algum tempo eu achava que não, mas descobri que gosto de conversar com pessoas. E hostel é o lugar mais indicado para isso. Em Amsterdã, virei bróder de um grupo de seis portugueses da minha idade. No metrô do aeroporto de Londres para o centro, pedi ajuda a um cara para validar meu ticket na catraca (pois é...). Depois de descermos do primeiro trem na mesma estação e descobrirmos que faríamos conexão para a mesma Victoria Lane, começamos a conversar. Contei o que tinha achado de Amsterdã, os planos para as viagens futuras, o convênio UFPR/Unipi. O legal é falar de tudo isso com um completo desconhecido, com quem você tem certeza de que nunca mais encontrará na vida. Decidi também confiar menos em mapas e mais nas pessoas na rua. Perdi as contas de quantos cidadãos eu parei para pedir informação: desde o gari da Centraal Station que não falava inglês até o idoso perto da casa da Anne Frank que, sabe Deus por que, achou que eu fosse alemão. Tenho até tática. E...
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