Até há algum tempo eu achava que não, mas descobri que gosto de conversar com pessoas. E hostel é o lugar mais indicado para isso.
Em Amsterdã, virei bróder de um grupo de seis portugueses da minha idade. No metrô do aeroporto de Londres para o centro, pedi ajuda a um cara para validar meu ticket na catraca (pois é...). Depois de descermos do primeiro trem na mesma estação e descobrirmos que faríamos conexão para a mesma Victoria Lane, começamos a conversar.
Contei o que tinha achado de Amsterdã, os planos para as viagens futuras, o convênio UFPR/Unipi. O legal é falar de tudo isso com um completo desconhecido, com quem você tem certeza de que nunca mais encontrará na vida.
Decidi também confiar menos em mapas e mais nas pessoas na rua. Perdi as contas de quantos cidadãos eu parei para pedir informação: desde o gari da Centraal Station que não falava inglês até o idoso perto da casa da Anne Frank que, sabe Deus por que, achou que eu fosse alemão.
Tenho até tática. Evito pedir ajuda para homens (com exceção de momentos críticos) porque eles tendem a não dar a mínima para você. Mulheres bonitas - e metidas - podem achar que você só quer dar em cima delas e tendem a fugir. Também larguei mão de perguntar a menores de 16 anos porque eles mal sabem em que cidade vivem.
No Bukingham Palace, fui parado por um grupo de italianos. Fiquei feliz por poder falar “ma io so parlare italiano!”, mas não soube sanar a dúvida de meus pseudoconterrâneos. Por isso, regra número um ao pedir informação: sempre procure um nativo. Senão, é capaz do outro turista estar mais perdido que você.
** Monumentos em restauração atrapalham a vida de turistas perdidos.
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