Pular para o conteúdo principal

É permitido fumar


As estatísticas falam em 25,4%, mas me parece que 100% dos italianos fumam. Para quem tem nojo de cigarro como eu, uma simples pernada no centro pode te deixar enjoado.

Apesar da proibição do fumo valer para prédios oficiais, igual ao Brasil, a regra não é cumprida à risca. Já presenciei duas situações em que estudantes alimentaram seu vício dentro da própria faculdade. Ninguém deve se preocupar muito.

Preocupação com o bem-estar dos outros os fumantes italianos não têm. No balneário de Viareggio, na terça-feira de Carnaval, estava eu bem tranqüilo, sentado num banco da praça lendo meu livro quando duas garotas juntaram-se a mim. Uma delas começou a fumar e, por causa da direção do vento, a fumaça vinha toda em mim. Olhei com cara feia, tossi forçadamente, e nada. Puto, peguei minhas coisas e fui pra outro lugar. Sem noção.

O mais alarmante é que a população de fumantes não é composta só por adultos e idosos, muito pelo contrário. O que mais se vê por aqui são jovens e adolescentes - alguns na casa dos 14, 15 anos (!) - tragando a seu cigarrinho. Ruim pra mim, pior pra eles.

Em tempo, encontrei um site na internet que afirma: “Ainda hoje, 57% dos jovens entre 15 e 24 anos são fumantes”. Incrível, né?


** Já não tá na hora de largar esse hábito, Itália?



Comentários

  1. me lembro do mês que passei estudando inglês na inglaterra e havia uma italianinha de uns 14 anos que fumava sem parar nos recreios da escola, me deixou impressionada uma menina tão nova sem receio de fumar publicamente e a normalidade que os outros encaravam a cena

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Nyhavn

Seu pé estava gelado. Arrependia-se de não ter colocado uma meia mais grossa ou sua calça do pijama por baixo do jeans. Quem diria que na Suécia faz frio? Gotemburgo era uma cidade simpática, apesar de seus habitantes não o serem. O frio que fazia lá também possuía a mesma falta de hospitalidade de seus colegas de fila. O lado bom é que não tinha pagado nada para estar ali. Embora já tivesse adquirido uma segurança financeira, ainda guardava resquícios da origem humilde. E por “resquícios da origem humilde”, entende-se “gostar de tudo que seja de graça”. Havia tentado prestar atenção no que estava sendo dito na abertura do Congresso Mundial de Estudos Microbiológicos, mas largou os bets. Não que não entendesse o que estava sendo debatido, apenas não se interessava de verdade por nada daquilo. Pensado isso, começou a reavaliar a vida. O que diabos fazia ali? Será que já era tarde demais para jogar tudo pro alto e resolver fazer algo completamente diferente de Estudos Microbio...

Ultraviolência, gansos e pessoas famosas (ou anônimas)

Ah, as estátuas. Objetos tão comuns em praças dos quatro cantos do mundo que acabam sendo ignoradas por nós. Estas belas obras de arte podem capturar as mais intensas emoções humanas ou apenas homenagear algum político rico o suficiente. E você, já olhou para uma estátua hoje? Anônimo - Budapeste, Hungria Basílica de Santa Maria del Fiore - Florença, Itália Próximo ao Porte de Livorno, Itália da Vinci - Milão, Itália   Em frente ao Parlamento em Londres, Inglaterra Ultraviolência em Viena, Áustria Paris (e principalmente o Museu do Louvre) está cheia de estátuas ótimas. Esta e as próximas são de lá

Nice talking to you

Até há algum tempo eu achava que não, mas descobri que gosto de conversar com pessoas. E hostel é o lugar mais indicado para isso. Em Amsterdã, virei bróder de um grupo de seis portugueses da minha idade. No metrô do aeroporto de Londres para o centro, pedi ajuda a um cara para validar meu ticket na catraca (pois é...). Depois de descermos do primeiro trem na mesma estação e descobrirmos que faríamos conexão para a mesma Victoria Lane, começamos a conversar. Contei o que tinha achado de Amsterdã, os planos para as viagens futuras, o convênio UFPR/Unipi. O legal é falar de tudo isso com um completo desconhecido, com quem você tem certeza de que nunca mais encontrará na vida. Decidi também confiar menos em mapas e mais nas pessoas na rua. Perdi as contas de quantos cidadãos eu parei para pedir informação: desde o gari da Centraal Station que não falava inglês até o idoso perto da casa da Anne Frank que, sabe Deus por que, achou que eu fosse alemão. Tenho até tática. E...