Pular para o conteúdo principal

5 - Viareggio (Itália)


Se você acha que carnaval é só no Brasil, carnaval não é só no Brasil, não. O balneário toscano - cujo nome dá uma vontade de pronunciar "Vilareggio" - não possui nenhum dos atrativos que vêm à mente quando se pensa numa praia do Mediterrâneo. De fato, o conjunto areião + água marrom esverdeada mais lembra o glorioso litoral paranaense do que qualquer ilha grega. O que salva mesmo é o curioso festival no fim do inverno.

A Avenida Atlântica deles é fechada para automóveis e, no seu lugar, surgem carros alegóricos tirando sarro do Berlusconi, do Obama e até do até então vivo Osama bin Laden. Crianças encapotadas jogam confete em você (jogam mesmo, na cara), jovens desfilam com suas fantasias extravagantes e idosos caminham em meio a tudo isso como se nada estivesse acontecendo.

Para "entrar", pagam-se salgados 15 euros. O que não deixa de ser curioso, tendo em vista que a festa toda rolava na rua mesmo. O negócio é dar uma de João Sem Braço e ir se inflitrando com a galera. E só descobrir que deveria ter pagado os 40 reais quando suas amigas chegarem contando por que não têm dinheiro para o hambúrguer.


** Não sei o que diabos isso quer dizer, mas na hora foi bem engraçado.


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Nyhavn

Seu pé estava gelado. Arrependia-se de não ter colocado uma meia mais grossa ou sua calça do pijama por baixo do jeans. Quem diria que na Suécia faz frio? Gotemburgo era uma cidade simpática, apesar de seus habitantes não o serem. O frio que fazia lá também possuía a mesma falta de hospitalidade de seus colegas de fila. O lado bom é que não tinha pagado nada para estar ali. Embora já tivesse adquirido uma segurança financeira, ainda guardava resquícios da origem humilde. E por “resquícios da origem humilde”, entende-se “gostar de tudo que seja de graça”. Havia tentado prestar atenção no que estava sendo dito na abertura do Congresso Mundial de Estudos Microbiológicos, mas largou os bets. Não que não entendesse o que estava sendo debatido, apenas não se interessava de verdade por nada daquilo. Pensado isso, começou a reavaliar a vida. O que diabos fazia ali? Será que já era tarde demais para jogar tudo pro alto e resolver fazer algo completamente diferente de Estudos Microbio...

Ultraviolência, gansos e pessoas famosas (ou anônimas)

Ah, as estátuas. Objetos tão comuns em praças dos quatro cantos do mundo que acabam sendo ignoradas por nós. Estas belas obras de arte podem capturar as mais intensas emoções humanas ou apenas homenagear algum político rico o suficiente. E você, já olhou para uma estátua hoje? Anônimo - Budapeste, Hungria Basílica de Santa Maria del Fiore - Florença, Itália Próximo ao Porte de Livorno, Itália da Vinci - Milão, Itália   Em frente ao Parlamento em Londres, Inglaterra Ultraviolência em Viena, Áustria Paris (e principalmente o Museu do Louvre) está cheia de estátuas ótimas. Esta e as próximas são de lá

Nice talking to you

Até há algum tempo eu achava que não, mas descobri que gosto de conversar com pessoas. E hostel é o lugar mais indicado para isso. Em Amsterdã, virei bróder de um grupo de seis portugueses da minha idade. No metrô do aeroporto de Londres para o centro, pedi ajuda a um cara para validar meu ticket na catraca (pois é...). Depois de descermos do primeiro trem na mesma estação e descobrirmos que faríamos conexão para a mesma Victoria Lane, começamos a conversar. Contei o que tinha achado de Amsterdã, os planos para as viagens futuras, o convênio UFPR/Unipi. O legal é falar de tudo isso com um completo desconhecido, com quem você tem certeza de que nunca mais encontrará na vida. Decidi também confiar menos em mapas e mais nas pessoas na rua. Perdi as contas de quantos cidadãos eu parei para pedir informação: desde o gari da Centraal Station que não falava inglês até o idoso perto da casa da Anne Frank que, sabe Deus por que, achou que eu fosse alemão. Tenho até tática. E...