O que nos contam na aula de geopolítica é verdade: a Europa está cheia de imigrantes. Para quem estuda ou se interessa por essa relação entre povo, nação e estrangeiros, o continente é um prato cheio.
Aqui em Pisa, cada etnia é representada por países específicos e desempenha papeis pré-determinados - sabe Deus por quem. Negros vêm do Senegal ou da Gâmbia (não me pergunte por quê) e cuidam dos carros estacionados nas praças ou vendem todo tipo de acessório aos turistas perto da torre: de guarda-chuva e lenço de papel a miniaturas do edifício pendente.
Os asiáticos são representados pela Índia e por Bangadesh. Têm no comércio sua principal atividade, assim como acontece no Reino Unido, onde é comum indianos serem proprietários de lojinhas de suvenires que vendem kilts, cashmere e outros elementos típicos da cultura escocesa (!). Embaixo do prédio onde moramos, uma família de Bangladesh mantém uma lan house com telefones que, imaginem, é a própria Torre de Babel.
Contaram-nos que depois da entrada de países do leste na União Europeia, explodiu o número de romenos por aqui, motivados pela proximidade do idioma. Porém, apesar da língua também ser latina, aposto 48 minutos de internet que algum italiano consiga entender uma conversa
** Sem fantasia de carnaval, as etnias não convivem tão harmoniosamente assim na Itália...
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