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Confiança húngara

Não confie em máquinas húngaras. Uma delas me comeu Ft 300 (quase R$2,80 segundo minha conversão instantânea no chute) quando eu ainda era calouro na cidade.

Não há pessoas vendendo bilhetes para o tram (“trem”, numa das únicas palavras húngaras deduzíveis). O mais aconselhável – agora eu sei disso – é ir até a estação de metrô mais próxima onde humanos lhe atendam. Eu, porém, confiei na máquina que se encontra estrategicamente posicionada nos pontos do tram para enganar quem pensa que o futuro já começou.

Falando em (não) confiança, fui parado por um cara mal encarado, bem o estereótipo de comunista quando pretendia trocar meu euros. Perguntou se eu era alemão (?) e se ofereceu para trocar meu dinheiro com uma taxa melhor que a do site da UOL: 1€ = 280 Ft (as casas ao redor ofereciam 1:263, em média).

Eu, com minha sabedoria adquirida em 20 anos e meio de estrada, recusei a oferta. Disse que estava apenas curiosos para saber das taxas (?) - ele me abordou enquanto eu encarava fixamente o painel das moedas. Após o episódio, passei a confiar menos também nos seres humanos húngaros.


** O tram amarelinho. Fácil de pegar, difícil de pagar.



Comentários

  1. Muito Interessante!
    Se fosse eu em uma situações dessas,um simples "Hadouken" resolveria a situação!

    Bom,gostei do seu blog, conheci através do Hypescience (sou viciado em ciência! ), mas também tenho quase que um instinto natural de querer conhecer pessoas,costumes e lugares!

    De qualquer forma, parabéns pelo blog, muito bem feito!

    Flw cara!

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