Eu admito. Na primeira vez que ouvi falar em “mina de sal”, me veio à mente uma foto, do livro de Estudos Sociais da 1a série, de uma montanha de sal formada em alguma praia do litoral potiguar. Nada a ver com o patrimônio da humanidade - desde 1978 - de Wieliczka [‘Vielítchca’].
Embora não muito fácil de achar, a mina é linda. E surpreendente. Após 327 metros descendo escadas (calcule: cada andar de seu prédio tem 2,5 metros. Isso mesmo, 130 andares), os 1,1 milhões de turistas anuais têm o prazer de se maravilhar com câmaras que mais parecem palácios inteiros.
A catedral principal (é, existe mais de uma), além de ser sensacional, possui coisas inimagináveis de serem feitas no sal, como uma réplica d’“A Última Ceia”, do Da Vinci, e uma estátua do nativo Papa João Paulo II. O complexo ainda conta com 300 quilómetros de túneis, onde o sal foi efetivamente extraído desde o século 13 (!) até o ano de 2007 (!!).
Em outros momentos, tem-se a impressão de estar na Disney - mas não no mal sentido. Bonecos em tamanho natural (e, obviamente, feitos de sal) dramatizam a secular extração do mineral enquanto um show de luzes revela um lago interno “artificialmente produzido para entreter turistas”. Deu certo.
** Tinha que pagar para tirar foto lá dentro...
Comentários
Postar um comentário