Pular para o conteúdo principal

Rogando Praga


Li em algum lugar que Praga - a "Paris do Oeste" - possuía o maior castelo do mundo. Isso mesmo, o maior castelo do mundo! Por isso, nem pensei duas vezes ao traçar o itinerário para o primeiro dia de passeio na capital tcheca: tínhamos que visitar o tal líder mundial. Porém, como todo bom castelo que se preze, a edificação do século 9 (!) não se localiza na parte central da cidade atual. Ou seja, dá-lhe caminhar - e subir o morro - na chuva e com os nada estivos 15 graus.

Enquanto procurávamos a magnífica edificação, passamos por uma catedral ajeitadinha, mas nada que se comparasse ao Duomo de Firenze ou Milão, por exemplo. Além disso, por conta de um concerto que aconteceria em instantes, nem pudemos entrar no local. Sem problemas, o maior castelo do mundo ainda nos espera.

Mais à frente, algumas casinhas antigas bonitinhas, catapultas conservadas e algo que parecia ter sido uma pequena prisão. E só. Poucos minutos de caminhada depois, estávamos do outro lado da colina, prestes a iniciar a decida e voltar à cidade. Olhei para trás, para os lados... Cadê o tal castelo?

O maior castelo do mundo não existe. Descobri que o título foi recebido pela cidade graças ao "distrito do castelo", que inclui tudo desde as casinhas, passando pelas catapultas e pseudoprisões. E aquela super construção que domina o monte na visão que se tem do outro lado do rio pertence, vejam só, à mediana catedral. Vivendo e aprendendo.

** Castelo/catedral visto/a do alto da torre que tem aquele relógio massa.



Comentários

  1. Ao passar pela net encontrei o seu blog, estive a ler algumas coisas e posso dizer que é um blog fantástico,
    com um bom conteúdo, dou-lhe os meus parabéns.
    Se desejar fazer parte de meus amigos virtuais esteja à vontade, decerto que irei retribuir seguindo também o seu blog.
    Sou António Batalha, do Peregrino E Servo.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

As 10 cidades mais visitadas do mundo

Admita: quando você pensa em cidades cheias de turistas, lhe vêm à cabeça grandes cidades europeias como Paris e Roma, outras menores com inegável poder sedutor sobre os viajantes como Florença e Veneza ou talvez destinos estadunidenses sempre na moda pra nós, brasileiros, como Nova York ou Miami. Mas não. O mundo é um lugar muito grande e, embora relutemos a aceitar, não se resume ao país onde moramos, aos locais onde nós sonhamos em conhecer ou ao nosso vizinho lá da América do Norte. O que estou querendo dizer é o quanto menosprezamos a força e a representatividade da Ásia. Dê uma olhada na figura abaixo: Parece incrível para nós, euroamericanocentristas, mas existem mais pessoas habitando esta pequena região da Ásia do que todo o resto do planeta. E esses asiáticos também viajam - perferencialmente para locais que unam os atrativos que todos nós buscamos em nossas férias, mas que sejam pertinho das casas deles. Foi assim que Macau ultrapassou Las Vegas como o...

Bads de Las Vegas: KD GRAND CANYON!?

Por causa dos road movies hollywoodianos ou da oferta de passeios de helicópteros para lá, todos os viajantes têm a impressão de que o dispensa-comentários Grand Canyon não é assim tão longe, é logo ali, na região metropolitana da cidade. Não. Na noite anterior do que seria o dia reservado para conhecer o local, você vai pesquisar a rota no Google e dar um salto para trás ao observar o tempo calculado da porta do seu hotel até o parque nacional: “6 horas e 22 mins”. Sim. Passado o susto, você vai perceber que há alternativas, mas nenhuma tão fácil quanto você pensava. O local mais próximo à cidade do pecado é a entrada oeste, controlada por indígenas (!). É lá que fica a interessante Skyline , a passarela de vidro transparente que te dá a impressão de estar andando por sobre os rochedos alaranjados.  Mas prepare-se para pagar por isso.  O ingresso ao parque e à passarela custa 87 dólares (salgados 217,50 reais). Se quiser levar uma lembrança física do momento par...

Faça-se a luz

O prêmio de consolação por não sentar na poltrona do corredor no avião pode ser melhor do que não ter seu direito de ir e vir (ao banheiro) privado. Se se tratar de um voo noturno, melhor ainda. Preste atenção nas luzinhas da cidade durante a aterrissagem e/ou pouso. É sensacional! Subir em algum mirante à noite já é bem interessnte; imagine estar em um belvedere que vai se elevando até 11km de altura. Lá em cima, as ruas iluminadas parecem neurônios, mangueiras de led, luzinhas de Natal... escolha sua metáfora favorita. Só não se empolgue a ponto de achar que a luz da asa da aeronave é a lua. Porque pode acontecer. **Ps – É recomendado, porém, que se sobrevoe picos nevados durante o dia.