1 - Réveillon fora de época - Toda noite do dia 16 de junho, o Lungarno se transforma na mistura entre o show de encerramento do dia do Magic Kingdom e o réveillon em Copacabana: é a Luminara di San Ranieri. As janelas de todas as construções ao longo do rio recebem velas em seus parapeitos, que são acesas durante a celebração do padroeiro da cidade. O efeito é bem bonito. Para completar as festividades, fogos de artifício refletidos nas águas do Rio Arno.
Compensa mexer nas datas de sua viagem para que sua noite em Pisa (é pedir demais esperar que você fique mais do que isso) coincida com a de San Ranieri. E você não precisa pagar 18 euros para participar da festa.
2 - A incrível sensação de segurança
ao andar pelas ruas - Nessa inesquecível
noite em que você dormirá em Pisa, não tenha receio algum de passear pelos
becos e ruelas pisanos - nem mesmo à noite. A Itália possui uma invejável taxa
de homicídios de 0,9 a cada 100 mil habitantes. Isso significa que, em todo o
no de 2011, apenas 552 pessoas foram mortas em território italiano. Duvido que
alguma tenha sido em Pisa.
Ok, não ser assassinado é bom.
Mas a sensação de segurança também é
libertadora. Quem quer que você encontre vagando pelas ruas às 3 da manhã,
estará fazendo o mesmo que você: voltando da balada ou apenas curtindo um
passeio a pé na calada da noite. Sem ter que esconder o celular nem poder mexer
na carteira. Só cuidado com alguns universitários bêbados e inconvenientes.
Parte dessa tranquilidade pode
ser creditada à igualdade social - termo até um pouco estranho para nós, tão
acostumados à palavra oposta. Outras expressões brasileiríssimas como “favela”
ou “bairro nobre” não se aplicam à realidade de Pisa. Todo mundo mora em casas ou apartamentos mais ou menos iguais: grandes
portas antigas de puxadores dourados, janelas com persianas verdes; nada de
casas de pau a pique, nada de jacuzzi nem piscina com tobogã. Muito mais
justo, muito mais igualitário.
3 - Uma das mais belas praças do hemisfério norte do mundo - Patrimônio da Unesco desde 1987, o Campo dei Miracoli é composto pela belíssima catedral, o simpático batistério e o misterioso cemitério - além, claro, dela, a Torre de Pisa. É possível comprar entrada para vários desses monumentos juntos, com exceção da torre, cujo ingresso deve ser adquirido individualmente por módicos 18 euros (54,82 reais pelo câmbio oficial; você vai pagar bem mais).
Se vale a pena? Hum. Por um lado, lá se vai o valor de dois almoços no Mc Donalds (tem um bem do ladinho da praça, a propósito). Por outro, você tem uma vista bacana de Pisa - que é mais valorizada se você efetivamente tiver visitado o resto da cidade - e experimenta a sensação engraçada de subir em um monumento inclinado e ir se escorando nas paredes da escada mesmo sem querer. Além de poder contar lá em casa que esteve no topo daquela torre que está estampada na vitrine da agência de viagens da esquina. Você decide.
4 - Fácil transporte entre outras
cidades da Itália (e da Europa) - O simples fato de Pisa estar a menos de 100 km do badalado berço da
Renascença já justificaria a menção à boa localização da cidade. Porém, ainda
tem mais: as simpaticíssimas vilas que formam as Cinque Terre (você precisa ir
até lá) ficam a apenas uma hora de carro a noroeste. Pisa também fica
basicamente na metade do caminho entre Roma e Milão, as duas maiores cidades da
Itália. Cerca de 300 km ou 3 horas de estrada separam o Pisa dos maiores
aeroportos do país.
Não que aeroporto seja um
problema na cidade. O local recebe voos de praticamente todos os destinos mais
importantes da Europa Ocidental - além de possuir diversas rotas de companhias
low coast como a Ryan Air -, com a vantagem de estar a apenas 1,8 km da estação
de trem Pisa Centrale. Um eficiente trem cumpre este trajeto em não mais do que
5 minutos.
5 - Céu de brigadeiro o tempo todo -
O litoral da Itália como um
todo é famoso por lindas praias e um clima espetacular. Pisa entre nesse
invejável rol. Praticamente não chove no longo verão toscano e as temperaturas ficam
na casa dos 30°C durante o dia e raramente caem abaixo dos 20°C à noite. Em
outras palavras, o clima que toda cidade litorânea deveria ter, sem aqueles
protocolares dias de chuva que acabam acontecendo por aqui.
Se fosse para indicar a melhor época para ir a Pisa, escolheria junho: já está quente o suficiente e ainda não chegaram as férias dos italianos. Se você conseguir fazer esse dia de junho coincidir com a Luminara, melhor ainda. Agosto, por exemplo, faz ainda mais calor, mas os lugares estão ou lotados (praias e pontos turísticos) ou vazios (cidades universitárias, como Pisa).


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